30 de junho de 2015

Pedido de desculpas e despedida

Acho que devo explicações. Muitas explicações. E desculpas. Mas antes de qualquer coisa, vou contar o que aconteceu comigo por todo esse tempo, afinal, estou há praticamente dois anos sumida.

Eu já devo ter falado aqui várias vezes sobre a minha entrada em uma escola nova, e o quando isso tornou a minha rotina muito mais agitada do que jamais tinha sido. Quando criei o blog, eu estudava meio período, como todo mundo, e depois de fazer as poucas coisas que eu tinha por obrigação, me restava todo tempo do mundo (okay, não era tanto tempo assim) para me dedicar ao blog.

Mas as coisas mudaram. Até o meio do meu primeiro ano do ensino médio, eu fui levando, meio ausente, mas o blog foi sobrevivendo. Estudando o dia todo, meu tempo foi radicalmente encurtado, mas apesar disso, eu persisti. Porém foi na volta das férias de 2013 que as coisas ficaram ainda mais corridas. Eu entrei num curso de alemão, e comecei a fazer outras coisas relacionadas à escola fora do horário das aulas. E assim, o pouco de tempo que me restava foi devorado.

Fui deixando muitas coisas de lado, foram surgindo outras prioridades, e me dói dizer isso, mas o GE deixou de ser uma delas. Eu amo esse lugar. Ele me fez crescer muito, e escrever aqui me ajudou a superar uma fase difícil na minha vida, onde eu me sentia tão sozinha, e o meu refúgio era esse universo que criei. Minhas tags, meus textos, meus personagens.

Com o tempo, fui arrumando ainda mais coisas para fazer. Comecei a estudar teatro, passei a fazer parte de um grupo na própria escola, além do alemão e meu curso técnico em química que já existiam. E assim, ficou quase impossível arrumar tempo para o blog.

Não estou lamentando, nem nada do tipo. Ter me afastado da blogosfera foi uma escolha minha, forçada, mas necessária, pois eu precisava de mais dedicação em outras atividades. Eu só acredito que preciso mesmo me desculpar, afinal eu disse que voltaria, após um primeiro hiatus, mas eu não consegui. Me desculpem.

Esse universo sempre estará no meu coração. E é com os olhos marejados que me despeço da Baylee e do Ryan, da Marjorie e seu mundo fantástico, do meu Top 7, das Divas da Blogosfera (obrigada a todas que participaram, essa era uma das minhas tags preferidas), de falar OQueCadaUmPensa, e sobretudo, dos meus #Textos.

E quanto à vocês, espertinhos. Me desculpem, mas eu não consegui continuar. Eu amo esse blog, e amo cada um de vocês que leram, acompanharam, seguiram, comentaram. Jamais esquecerei os dois anos incríveis que passei escrevendo diariamente. E espero que esse blog tenha feito pelo menos uma pessoa sorrir, nem que por apenas um momento.

Não direi adeus. Mas sim um até logo. Eu pretendo voltar, algum dia.

Eu amo vocês.
Sentirei muita saudade (já estou sentindo).

Gabriela Ferreira

17 de julho de 2013

Sobre aquela briga entre razão e emoção

E o que falar sobre todos esses sentimentos que estamos destinados a trombar pelo menos uma vez na vida? Amor, ódio, inveja, medo, tristeza... Um mundo sem tudo isso seria muito mais simples, porém, ao mesmo tempo seria seco, chato, sem vida.

Somos movidos pelo coração, certo? Errado! Somos movidos pelo cérebro! E nele existe uma luta... A luta entre a razão e a emoção. E na maior parte das vezes, nós mesmos que definimos quem ganha, e isso nos faz sermos quem somos. Mas as pessoas mudam, não é mesmo? Mudam, e surpreendem quem está ao redor. Experiência própria, Pepper? Pode ser que sim, pode ser que não... Mas convenhamos que é fato isso. Tudo muda! Inclusive a nossa escolha de quem vai vencer a luta. E aí? Melhor optar pela razão ou emoção?

Eu sempre fui a favor da razão. Aliás, eu costumava ser apenas racional. Mas como eu já disse, as pessoas mudam... Aconteceram algumas coisas, e enfim, eu também mudei. Fazer o que? Estou inserida nesse mundo, e sou obrigada a também ser regida por essa dinâmica, em que nada é igual, e tudo vive se modificando. Me modificando. Nos modificando. E depois de deixar a minha emoção falar um pouco, acredito ter chegado à uma conclusão. O melhor é o equilíbrio.

Nada muito emocional, nada muito racional. Precisamos nos equilibrar. Senão nos tornamos robôs da razão, ou idiotas emocionais. Mas é difícil encontrar esse tal "equilíbrio", se é que ele realmente existe. Então tudo volta a estaca zero, e dependendo da situação, novamente somos nós que precisamos definir se em determinado momento temos que ser racionais, ou emocionais.

4 de julho de 2013

Devaneio de inverno

Manhã fria de inverno. Daquelas que vem carregadas de uma doce melancolia, que se aproveita dos pobres corações para trazer uma profunda tristeza. Esses corações solitários, amargurados, e que preferem se esconder atrás de uma máscara de alegria. O vento gelado queima a pele, faz os cabelos voarem, e estremece qualquer um que seja. O sol nem aparece. Manhã bonita de inverno. Dessas que poucos sabem compreender. Poucos conseguem enxergar.

Um dia desses, sem sol, é perfeito para ver melhor. A luz brilhante que paira sobre as cabeças não está aparente, e isso permite que os olhos se abram, e que a alma enxergue. Enxergue a beleza na gélida monotonia do inverno.

E é nesses dias assim, em que as pessoas costumam lamentar a falta de vitalidade, que alguns encontram seu refúgio. Seu alento. Sua real felicidade. Nada como inspirar o ar puro e frio. Nada como ouvir o agitado balançar das folhas das árvores. Nada como sentir a fúria do vento. Nada como sentir-se vivo.


1 de julho de 2013

Hora de voltar...

Olá espertinhos!

Pois é, preciso esclarecer umas coisas para vocês... Parece que sempre chega, na vida de uma blogueira, a hora em que ela fica sem tempo, e o blog é o primeiro a sofrer com isso. Digamos que foi essa situação que aconteceu comigo.

Esse ano, como eu já devo ter dito, a minha vida mudou bastante. Comecei a estudar em uma nova escola, em período integral, e esse foi um dos principais motivos para o meu "desaparecimento". Passei a dedicar muito mais do meu tempo aos estudos, e confesso a vocês, o blog deixou de ser prioridade, e muitas vezes, eu me vi postando por mera obrigação.

Claro que eu não queria que isso acontecesse. Não há nada pior do que quando uma paixão sua torna-se obrigação. Então eu percebi que era hora de parar. Mas não para sempre. Eu precisava me desligar um pouco do blog, e ver como a minha vida fluiria sem ele. Não avisei ninguém porque esse hiatus de três meses seria forçado, eu não queria parar, mas precisava. Também não tinha um tempo determinado, porém acho que esses meses foram suficientes para esfriar a mente e decidir se eu continuaria, ou pararia de vez.

Obviamente, de 2011 para cá eu mudei um pouco. Antes eu era uma menina de 12 anos que estava entediada. Dois anos se passaram, e agora eu tenho muitas outras responsabilidades, e esse tempo de tédio, onde eu encaixei o blog, não existe mais.

Mas hoje de manhã, ainda deitada, eu pensei: "E hoje, o que eu vou fazer?". Senti um vazio... Então me lembrei que existia um lugarzinho na blogosfera, que estava esperando a minha volta a bastante tempo... Lembrei desse meu lugarzinho. Lembrei do quanto eu amo blogar. E notei a falta que o blog me faz. E mesmo com todas as dificuldades, e sobretudo, a falta de tempo, eu nunca irei desistir daqui. Eu voltei. Voltei porque amo. Voltei pra ficar.

30 de março de 2013

Toda errada, toda perfeita

O que eu vi em você, guria? Esse seu jeito todo errado de ser tem algum poder sobre mim. Basta você passar, despreocupada com a vida, que eu já paro meu mundo, para te acompanhar até onde meu campo de visão chega. Até um tempo atrás, você era só mais uma. Porém foi só eu descobri esse seu dom, que as coisas mudaram, e de uma hora pra outra, até os seus defeitos inconsertáveis me encantam.

O meu tipo de menina sempre foi aquela mais princesinha, sabe? Que a gente pensa ser uma boneca de porcelana, toda delicada, e até mesmo artificial. Mas você é a revolta em pessoa. Exceção de toda e qualquer regra. Não se encaixa em nenhum dos estereótipos, e não obedece os padrões. A contradição está personificada em você. E eu, que faço mais o jeito certinho, fiquei perplexo quando te ouvi ler aquela poesia. Poesia essa escrita por você.

Você é filha única, mas não tem nada de mimada, e sabe muito bem se virar sozinha. Tem os cabelos naturalmente ruivos, e em vez de ficar feliz por ser uma raridade, você os tinge de preto. Cresceu em uma família tradicional, num bairro italiano de São Paulo, mas não se interessa pela sua própria cultura. Não gosta das apresentações de música clássica que é obrigada a ir, e sei que você prefere estar em qualquer show de rock, daquelas bandas de garagem. Não usa salto alto, e vive vagando pelos corredores, com seu All Star velho e sujo.

Você tem uma beleza exótica. Mas não deixa ninguém ver. Sua maquiagem forte e suas roupas largas não permitem que ninguém veja como você é linda. E logo eu, a pessoa que provavelmente você mais sente repulsa, fiquei paralisado ouvindo as suas palavras. Quem diria, guria, que aí dentro existe um coração?

Você me pegou desprevenido, e agora, depois de ouvir algumas palavras suas organizadas em versos e estrofes, quero cada dia mais te descobrir, te entender, fazer parte desse seu mundinho fechado. Estou preso em ti, mas tenho certeza que você está muito mais preocupada com os ponteiros do relógio, que se demoram e não permitem que saiamos da escola, do que com qualquer coisa.

Você é assim, tão errada, que chega a ser perfeita. Perfeita para mim.

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